DICAS – Os filmes que inspiram Ari Aster, diretor de Hereditário (2018) e de Midsommar (2019)

Ari Aster é um talento em que todos esperam um excelente trabalho. Depois de Hereditário (2018), sua mais nova obra Midsommar chega aos cinemas neste mês de setembro.

Em breve, chega aos cinemas um dos mais esperados filmes de horror do ano de 2019. Trata-se de Midsommar. Um filme muito elogiado pela crítica e de estética violenta, desafiadora e perturbadora. O jovem Ari Aster, de 33 anos, é a mente responsável pelo filme. Sua forma de narrar uma história, de filmar um conto de horror é admirada pela crítica e pelo público, que viu em Hereditário (2018), seu primeiro longa-metragem, uma obra prima do gênero. O filme é qualificado como uma experiência única, que mexe com nossas angústias, explora a estética do horror com sua escuridão e com os corpos em cena. Aster classificou seu filme como um horror de melodrama familiar, onde as angústia a cada instante criam fantasias que se misturam com o fantástico, imprimindo uma obra mística que o posiciona ao lado de clássicos do gênero.

Para tal, Aster nos fala que obras mais influenciaram sua visão sobre o horror. Em entrevista, o diretor fala de filmes que “destruíram sua vida”. Para se fazer um bom filme de horror, precisamos ter inspirações que nos afetaram diretamente. Em época em que o excesso de Jump Scares e finais felizes estragam obras com enormes potencialidades, o desafio estético de Aster é necessário e muito bem-vindo. “O horror está sempre vivo e ativo, por isso não faz sentido ele ter fim”, disse o diretor em entrevista. Em Midsommar, obra que chega aos cinemas brasileiros no dia 19 de setembro, o diretor nos apresenta a seu mais novo desafio: fazer um horror a luz do dia. Claro que esta ideia não é original e um dos clássicos do gênero se torna uma grande fonte de inspiração. Falo de O Sacrifício (The Wicker Man, de 1973, dirigido por Robin Hardy). Porém, outros filmes são fontes de grande inspiração para Aster. Neste artigo, vamos apresentar alguns deles.

1 – Onibaba – A mulher Demônio (1963), de Kaneto Shindô

Para além de O Chamado e O Grito, o cinema de horror japonês possui seus clássicos cultuados mundialmente. O filme que se passa no Japão do século XIV é, até hoje, uma de suas maiores obras de horror. A história de duas mulheres que atacam samurais para conseguir comida. O filme possui elementos folclóricos japoneses e expõe a dificuldade da vida pós-guerra civil que aconteceu à época. Seu diálogo com a sociedade japonesa que vivia ainda o pós-guerra da segunda guerra mundial era intenso. Hoje, o filme ainda é bastante cultuado entre os cinéfilos do mundo.

2 – Os Inocentes (1961), de Jack Clayton

Filme baseado no livro A Volta do Parafuso, de Henry Miller e que tem como co-roteirista Trumam Capote, é uma obra do mais alto nível de ansiedade e agonia. É um dos grandes exemplos de terror psicológico, no qual as tensões são amplamente favorecidas e os fantasmas são correlacionado a traumas vividos.

3 – Inverno de Sangue em Veneza (1973), de Nicholas Roeg

Este filme foca sua trama na psicologia do luto, representando os efeitos que a morte de um ente querido causa em uma família. Explorando as convenções de uma tradicional história gótica de fantasmas, a edição inovadora alterna cenas rápidas do passado (flashbacks) e futuro (flashforwards) na narrativa do presente. O estilo das cenas também se inspira no impressionismo, relacionando e interligando por meio da técnica cinematográfica as imagens às coisas familiares tais como vidros, água e cores.

4 – O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick

Filme clássico do horror. Baseado no livro de Stephen King, a história é uma metáfora do alcoolismo, da solidão e das frágeis relações familiares, juntamente com o místico e o fantasmagórico. Com atuações impecáveis de Jack Nicholson, Shelley Duvall e Danny Lloyd a obra atravessa eras se enraizando a cada dia mais na cultura popular. Neste ano, a continuação da história chega aos cinemas com Doutor Sono,estrelando Ewan McGregor.

5 – Carrie, A estranha (1976), Brian de Palma

Outro cultuado filme da cultura pop americana, também, baseado em livro de Stephen King é classificado por Aster como um dos filmes que estragaram sua vida. Em entrevista, ele relata que muitas das cenas de Hereditário (2019) foram dirigidas tendo como base as interpretações de Sissy Spacek. De fato, ao assistirmos o filme, podemos ver esta influência.

6 – O Bebê de Rosemary (1968), Roman Polansky

Um dos mais amados filmes da trilogia do apartamento (os outros são Repulsa ao Sexo, 1965, e O Inquilino, 1976) de Roman Polansky narra a história de Rosemary, que se muda com seu marido para um prédio com pessoas estranhas. Acontecimentos ainda mais bizarros levam a jovem, que está grávida, a duvidar de sua própria sanidade. Porém, o parto e a descoberta de uma seita diabólica mostram a verdade por traz daquelas boas pessoas de família. Esta obra é uma clara linha condutora de Hereditário. Vale a pena conferir.

O Sacrifício (1973), de Robin Hardy

O Filme é visto como um obra cheia de simbolismo, onde a semiótica se debruça. Um dos mais desafiantes filmes de horror, O sacrifício (The Wicker Man) é cultuado por muitos cinéfilos e dito como uma das mais importantes obras do cinema. Em seu elenco está Christopher Lee, como o duque do condado, em mais um papel icônico. Este filme é uma grande referência para o desafio que Midsommar tem pela frente.

Midsommar chega aos cinemas no dia 19 de setembro de 2019. O filme já coleciona boas críticas sendo apontado como um desafio estético e de linguagem para o gênero. Acompanhe o Trailer:

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