CRÍTICA: O Rei (2019), de David Michôd

Timothéé Chalamet brilha mais uma vez em obra de inspiração shakesperiana, que bate na trave nas aspirações de grandeza. Para começar esta crítica, preciso deixar claro a todos os leitores que este que vos escreve não é um especialista em Shakespeare, a raiz que inspira a produção da Netflix, dirigida por David Michôd, O Rei (The King). Mesmo assim, antes de escrever esta crítica, busquei … Continuar lendo CRÍTICA: O Rei (2019), de David Michôd

CRÍTICA: A Vida Invisível (2019), de Karim Ainouz

O poderoso melodrama tropical de Karim Ainouz mostra como a invisibilidade foi a unica maneira de existir como uma resistência ao patriarcado. Empatia! Essa palavra é, provavelmente, o fundamento primeiro da boa arte. Não há outra maneira de sentir o mundo, ser provocado a pensar e ser afetado por uma obra se ela não tiver o poder empático. A empatia é aquilo que dá vida … Continuar lendo CRÍTICA: A Vida Invisível (2019), de Karim Ainouz

CRÍTICA: Meu Nome é Dolemite (2019), de Craig Brewer

Eddie Murphie, Da’Vine Joy Randolph e Wesley Snipes brilham no filme da Netflix e são fortes concorrente a indicação pro Oscar 2020. A medida que assistia Meu Nome é Dolemite, de Craig Brewer, produzido pela Netflix, lembrei de outras grandes produções deliciosas: Ed Wood, de Tim Burton; e Artista do Desastre, de James Franco. Assim como seus co-generos – filmes metalinguísticos que falam de produções … Continuar lendo CRÍTICA: Meu Nome é Dolemite (2019), de Craig Brewer

CLÁSSICOS QUE VOCÊ DEVE ASSISTIR: Fanny e Alexander (1982), de Ingmar Bergman.

Obra-Prima de Bergman é uma inspiração a muitos artistas, como Guilhermo del Toro e Ari Aster. Falar de uma obra de Ingmar Bergman nunca foi algo fácil. O diretor, em toda extensão de suas obras, nos apresenta histórias de cunho pessoal, com questionamentos que o perturba e com situações quase autobiográficas. Seus personagens são seres humanos complexos envolvidos em enredos guinados por lutas de relações … Continuar lendo CLÁSSICOS QUE VOCÊ DEVE ASSISTIR: Fanny e Alexander (1982), de Ingmar Bergman.

CRÍTICA – Eli (2019), de Ciarán Foy

Terror da Netflix peca na narrativa, mas cria bom clima de tensão como os contos de casa mal assombrada. Como de praxe e a cada ano com mais força, a Netflix vem investindo em lançamentos originais do gênero de terror no mês de outubro para comemorar o Halloween. Projeto, chamado de Netflix & Chills, lança semanalmente filmes e séries do gênero para entreter os amantes … Continuar lendo CRÍTICA – Eli (2019), de Ciarán Foy

CRÍTICA: A NOITE AMARELA (2019), de Ramon Porto Mota

Filme de Ramon Porto Mota marca a excelente fase do cinema nordestino, com competência e criatividade. Quando tinha 16 anos, nos anos pouco antigamente, eu não compreendia muito bem as sensações que rodeavam minhas dúvidas. Estava chegando o fim de uma etapa e o momento decisivo para o início de outra. Lembro muito bem das pressões familiares sobre as decisões que precisava tomar e, às … Continuar lendo CRÍTICA: A NOITE AMARELA (2019), de Ramon Porto Mota

CRÍTICA: O Clube dos Canibais (2019), de Guto Parente

A excelente fase do terror brasileiro e do cinema do nordeste nos traz essa obra assustadoramente divertida e denunciativa. Alegoria e metáfora sempre foram figuras de linguagem bastante utilizadas na arte do cinema. Principalmente quando observamos filmes de horror ou que buscam no afeto da agonia explorar os meios psíquicos que os signos de uma época invocam. Lembremos George Romero, com seu A Noite dos … Continuar lendo CRÍTICA: O Clube dos Canibais (2019), de Guto Parente

CRÍTICA: Coringa (2019), de Todd Phillips

Filme de Todd Phillips e brilhante atuação de Joaquin Phoenix trilha perigosamente pela reação anarquica e niilista, mas se constroe como uma obra estranhamente necessária. Buscando compreender como a sociedade chegou ao fascismo e ao nazismo, essas tragédias da história moderna, intelectuais se debruçaram na história, na filosofia, na psicologia, na política, na economia e na sociologia para compreender como chegamos a tal ponto. Filmes … Continuar lendo CRÍTICA: Coringa (2019), de Todd Phillips

DICA DE FILME: O Ovo da Serpente (1977), Ingmar Bergman

Há filmes que ao ser lançado em seu tempo não é muito bem percebida, mas que em certos períodos históricos eles ascendem como uma obra prima e passa a ser extremamente necessário. Este é um pouco o caso de O Ovo da Serpente, do mestre sueco Ingmar Bergman. Localizado temporalmente no momento do diretor que conversa muito com o cinema americano, com filmes menos denso … Continuar lendo DICA DE FILME: O Ovo da Serpente (1977), Ingmar Bergman

DICA DE FILME: As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra

Surpreendente filme de terror nacional atravessa os limites do gênero e fala muito mais do que pensamos que ele propõe. Tocante, emocionante e assustador. Um dos elementos essenciais para um bom cinema é a ousadia. Só através dela é possível romper com os clichês, ou, quando não é possível evitar, ser original em seu modo de usá-lo. A pergunta que faço é: se eu te … Continuar lendo DICA DE FILME: As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra